O uso de satélites na gestão das águas


O uso de satélites na gestão dos recursos hídricos tem se tornado um importante foco de pesquisas cientificas em todo mundo e também vem ganhando espaço na grande mídia. Diversos estudos têm demonstrado como dados de satélite podem apoiar e expandir o monitoramento da quantidade e da qualidade da água em rios, lagos e reservatórios.

Desde o acompanhamento do recuo de rios até a detecção do excesso de nutrientes provenientes de áreas agrícolas e esgotos domésticos, o sensoriamento remoto oferece uma alternativa prática e de baixo custo para o monitoramento dos recursos hídricos.

Além de ampliar a cobertura no espaço e no tempo das observações, essa tecnologia acompanhada pelo uso de modelos de inteligência artificial inaugura uma nova fronteira para gestão das águas por governos, empresas e ONGs, permitindo identificar mudanças ambientais de forma mais rápida e subsidiar tomada de decisões, como por exemplo:

  • Emissão de alertas à população sobre eventos extremos,

  • Ajuste da operação de reservatórios e hidrelétricas,

  • Adoção de práticas agrícolas mais adequadas.



Pesquisadores ressaltam que, embora o sensoriamento remoto ainda apresente limitações e incertezas que exigem validação com medições realizadas em campo e interpretações cuidadosa dos resultados, os avanços tecnológicos e a crescente disponibilidade de dados apontam para um futuro promissor para o monitoramento e gestão dos recursos hídricos.

E você, já tinha ouvido falar sobre o monitoramento de águas do espaço?
Saiba mais sobre o encolhimento de rios e avanço de cidades nessa matéria detalhada da Planet Labs Pulse e sobre a gestão hídrica no interior de São Paulo nessa publicação da Embrapa Agricultura Digital.

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