🌺 Muito antes de se tornar um símbolo natalino no mundo todo, a flor-de-Natal já era cultivada e valorizada pelos povos mesoamericanos 🌎. 🔤 Em língua náuatle, era conhecida como cuetlaxōchitl e utilizada como planta ornamental, para a obtenção de corantes vermelhos e com fins medicinais 💊. Sua presença em jardins pré-hispânicos sugere uma relação prolongada entre as pessoas e essa planta, baseada no cuidado, na seleção e no cultivo, muito antes da chegada dos europeus.

⛪ Com a colonização, sua floração no inverno e o vermelho intenso de suas folhas modificadas facilitaram sua incorporação às celebrações cristãs 🙏. Assim, passou a ser conhecida como “flor-de-Natal” e a se associar ao Natal, primeiro no México e depois em muitas outras partes do mundo.

🔬 Do ponto de vista biológico, a flor-de-Natal (Euphorbia pulcherrima, família Euphorbiaceae) é um arbusto nativo das florestas tropicais secas do México 🇲🇽. O que geralmente chamamos de “flores” não são pétalas, mas brácteas vermelhas que envolvem flores pequenas e discretas 🌸. Ao comparar plantas silvestres e cultivadas, cientistas observaram que as populações naturais mantêm maior diversidade de formas e cores, enquanto as variedades ornamentais representam apenas parte dessa riqueza 🧬. Isso indica que a planta foi gradualmente transformada pelo manejo humano, sem perder totalmente seu vínculo com as populações silvestres — um processo que provavelmente começou no período pré-hispânico e continua até hoje.

🎁 Assim, a flor-de-Natal não é apenas uma decoração natalina: é um exemplo vivo de como cultura, história e biologia se entrelaçam, lembrando-nos de que muitas tradições hoje consideradas universais têm raízes profundas nas paisagens e nos saberes do trópico americano.

Saiba mais em:
Trejo-Hernández, L., Olson-Zúnica, M. E., & Bye-Boettler, R. A. (2015). Datos históricos y diversidad genética de las nochebuenas (Euphorbia pulcherrima) del Distrito Federal, México. Revista Mexicana de Biodiversidad, 86(2). https://doi.org/10.1016/j.rmb.2015.04.033

Biohistória: Agradecimento as colaboradores da edição 12
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