O valor da ciência e da tecnologia para a vida

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Em tempos de proliferação de informações e notícias falsas, devemos consolidar a ciência como fonte de conhecimento comprovado que contribui para a solução de problemas da vida humana.

A facilidade com que recebemos e compartilhamos informações com as tecnologias atuais é fascinante, especialmente se as compararmos com as dificuldades que a humanidade enfrentou desde a utilização do papiro, do pergaminho, das folhas de árvores, até se consolidar o uso do papel a partir do século XV depois da invenção da imprensa de Gutenberg. A partir do século XX, a expansão de novos meios de comunicação, como o telégrafo, o telefone, o fax, jornais, rádio, TV e, mais recentemente, o suporte eletrônico, transformaram a nossa realidade. Agora, é possível se comunicar com qualquer pessoa do mundo de forma instantânea!

No desenvolvimento desse processo, a ciência esteve presente por meio de mentes que resolveram dificuldades relacionadas à velocidade de recebimento da informação. Quanto mais rápido, mais eficiente e ágil será a tomada de decisão, sendo que esta, em geral, pode ser estratégica, de interesse político, de saúde pública, ou mesmo para troca de confidências.

Na Pérsia antiga, em 500 a.C., por exemplo, surgiu o que podemos considerar de primeiro “correio” eficiente do mundo. Havia centenas de estações espalhadas por todo o reinado e os mensageiros montados a cavalo iam de uma estação a outra levando mensagens. O objetivo do sistema, conhecido como angarion, era servir de aparato de inteligência e, posteriormente, fazer cobranças de impostos.

O sistema postal em que qualquer pessoa poderia enviar um documento a outra foi uma invenção do monarca francês, Luís XIV, implantado em 1653. Entretanto, esse serviço não foi criado para facilitar a comunicação entre os parisienses, mas para levantar dinheiro e assim conseguir financiar as guerras. Neste período, uma distância de até 250 km demorava dois dias para ser percorrida para que a mensagem fosse entregue.

Lanzamiento de paloma mensajera

Outra forma de se compartilhar uma informação, e certamente uma das mais incríveis, são os pombos-correios. Treinadíssimos e com grande capacidade de localização, esses animais atingiam 70 km/h e levavam mensagens amarradas nos pés, desde a época dos faraós. Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, eles foram bastante utilizados para o envio de mensagens, como um recurso alternativo de comunicação.

O que há de comum nessas primeiras formas de se transmitir a informação? O fato de serem evidentes os aparatos para garantir a credibilidade e veracidade das fontes de informação. Por exemplo, no caso dos pombos-correios, o lacre nas cápsulas que continham as mensagens; ou ainda os selos e carimbos reais, geralmente feitos de cera, para lacrar e autenticar os documentos. Os carimbos de cera simbolizavam poder, privacidade e a certeza de que as correspondências chegariam ao destino sem serem violadas.

Lacre

Séculos se passaram e, com o advento da Internet, vivemos em um mundo de informações instantâneas. Tantos conteúdos produzidos, divulgados e disseminados por redes automáticas através de aplicativos que todos temos acesso. Porém, as informações não apresentam mais lacres, selos ou carimbos com ceras para assegurarmos sua veracidade. Na era da Internet, ficamos à mercê das notícias falsas, conhecidas como “Fake News”. Esta modalidade trouxe grande preocupação mundial.

A informação foi e continua sendo uma forma de poder. Infelizmente, as “Fake News” têm sido um instrumento de manipulação e distorção da informação, e isso tem efeitos graves no processo formativo da sociedade, em disputas políticas, na segurança e saúde pública, bem como nas relações internacionais. O impacto destas notícias falsas pôde ser observado durante as eleições presidenciais dos EUA em 2016, e durante a pandemia da Covid-19. Neste último caso, este fenômeno literalmente colocou a vida de milhões de pessoas em risco. Por exemplo, embora evidência científica demonstrou a eficácia das vacinas para combater a Covid-19, um setor da sociedade espalhou teorias conspiratórias sem fundamento para desmotivar seu uso.

Mas, como podemos selecionar as informações e viver com menos incertezas em um mundo repleto de notícias falsas?

A ciência é o selo que garante autenticidade das informações. O processo pelo qual as informações são geradas e divulgadas, passam por longos anos de estudos, revisões e trocas de experiências com diversos cientistas e pesquisadores ao redor do mundo. A ciência consiste no motor impulsionador para os avanços tecnológicos. Essas tecnologias visam resolver problemas inerentes à vida humana e a tudo que a cerca. Vacinas, fármacos, descoberta de doenças, melhoramento de técnicas de produção alimentícia, soluções para desafios globais como as mudanças climáticas, crise da água e perda de biodiversidade, são alguns dos benefícios gerados pelo avanço científico e tecnológico. Neste âmbito, a Revista Bioika dedica esta edição para tratar de informações relevantes e atuais sobre o papel chave da Ciência e da Tecnologia para o mundo. Você encontrará diferentes conteúdos que descrevem e reforçam a importância da ciência para a humanidade.


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