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Eq Editorial Revista Bioika

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Direção


Ángela L. Gutiérrez C.

Comitê editorial


Ángela L. Gutiérrez C., Anielly Oliveira, Mirtha Angulo, Raffael M. Tófoli, Rosa M. Dias

Rafaela G. Rauber

Comitê científico


Aleja Vélez Denhez, Alexandrina Pujals, Alfonso Pineda, Amanda Cantarute, Bárbara Angélio Quirino, Carlos E. A. Soares, Carolina Gutiérrez C., Edna L. Amórtegui, Fabrício Oda, Gabriel Deprá, Gabriela Doria, Gustavo H. Z. Alves, Luciana Oliveira Dos Santos, Maria F. Ospina, Oscar Pelaez, Rafael F. Ferreira, Rafaela V. Granzotti, Sonia Y. Rodríguez C.

Comitê de comunicação


David González

Ana Hernández e Lucas Waricoda

Andrés Gaviria, Frederico Favoreto, Gabriel Deprá, Oscar Pelaez

Jade Maciel

Mudanças climáticas importam

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O planeta Terra tem aproximadamente 4,54 bilhões de anos. E durante esse período de existência, o clima terrestre já passou por diversas alterações naturais, com ciclos de aquecimento e resfriamento, como por exemplo, as famosas eras do gelo. Porém depois da revolução industrial no século XVIII, as concentrações dos gases que intensificam o efeito estufa na atmosfera terrestre têm aumentado cada vez mais. O efeito estufa consiste em uma camada de gases presente na atmosfera terrestre responsável por manter a temperatura da Terra em níveis adequados para a existência da vida. Normalmente parte da radiação solar que chega ao nosso planeta é refletida e retorna diretamente para o espaço, parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície terrestre e outra parte é retida por esta camada de gases que causa o chamado efeito estufa. O problema não é o fenômeno natural, mas o agravamento dele. Como muitas atividades humanas emitem grande quantidade de gases formadores do efeito estufa, esta camada tem ficado cada vez mais espessa, retendo mais calor na Terra, aumentando a temperatura da atmosfera terrestre e dos oceanos, assim ocasionando o aquecimento global. Após 1950 as concentrações de gás carbônico vêm aumentando de forma muito rápida, e nos últimos anos, esse valor está em torno de 411 partes por milhão.

Queima de combustíveis fósseis

Entre as principais atividades humanas que causam o aquecimento global e consequentemente as mudanças climáticas, estão a queima de combustíveis fósseis (derivados do petróleo, carvão mineral e gás natural) para geração de energia, atividades industriais e transportes, modificação do uso do solo, agricultura, pecuária; descarte de resíduos sólidos (lixo), represamento de rios e desmatamento.

Não é que a Terra nunca tenha experimentado as temperaturas que estão previstas (no cenário mais pessimista há a expectativa de aumento em 4,8°C), mas a velocidade com que a temperatura tem aumentado, com relação a outros períodos, torna-se um fato preocupante quando falamos do clima. Todos os organismos são adaptados a viverem em uma faixa de temperatura na qual conseguem realizar suas funções vitais da melhor forma, e não sabemos qual será o poder de adaptação dos organismos às mudanças tão rápidas.

A partir do aquecimento global, outras consequências são esperadas, como temperaturas extremas, não somente altas como também muito baixas. É por isso que temos visto invernos bastante rigorosos no hemisfério Norte e fortes verões no hemisfério sul. Há previsão de aumento na frequência de ocorrência de tempestades, furacões, inundações, tsunamis, ondas de calor, cheias e secas extremas. Vimos em março de 2019 uma inundação causada por um ciclone devastar Moçambique e as áreas próximas que destruiu cerca de 90% da cidade de Beira e que segundo o presidente moçambicano, havia deixado ao menos 1000 pessoas mortas.

Motocicleta en inundação

A comunidade científica já observa que o aumento da temperatura média do planeta tem elevado o nível do mar devido ao derretimento das calotas polares, podendo ocasionar o desaparecimento de ilhas e cidades litorâneas densamente povoadas. Além disso, os oceanos têm se tornado mais quentes e mais ácidos, o que tem causado o branqueamento dos recifes de corais antes extremamente vivos e coloridos. Vale destacar que quando mencionamos “comunidade científica”, estamos nos referindo a 97% de pesquisadores que concordam que há evidências inquestionáveis sobre mudanças climáticas causadas pelas consequências das ações humanas.

No final de 2015, ocorreu uma reunião internacional em Paris, França, a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas - conhecida como COP 21. Nesta reunião, 197 países assinaram o Acordo de Paris, no qual se comprometeram a cumprir metas e tomar atitudes sustentáveis para manter a temperatura em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Infelizmente também é de comum acordo, que um cenário tão otimista não é mais viável, uma vez que a mudança nos padrões de consumo e as taxas de crescimento da população humana ainda não apresentam o controle esperado para que alguma redução nas temperaturas fosse observada.

Para a América Latina, há uma estimativa de que 5,8 bilhões de pessoas tenham que abandonar suas casas e regiões de moradia por razões ligadas ao clima. E isso até 2050. Existem ainda outros impactos negativos, ligados a uma diminuição significativa na produção agrícola, principalmente em culturas como trigo, arroz, milho e soja. A quantidade de água potável também pode diminuir, e juntamente com o aumento da temperatura, isso pode ter efeitos muito graves sobre os organismos. Eles podem mudar desde a área por onde se distribuem, mudar seu comportamento e até mesmo serem extintas. Isso implica em mais ameaças à biodiversidade, diante de tantas outras que já enfrentam.

A Revista Bioika, acredita que este é um tema muito importante ao tratarmos de popularizar o conhecimento científico, porque diz respeito diretamente ao bem estar humano. O caminho que queremos para a sociedade é um caminho de compromissos com o ambiente, de investimento em energias renováveis, e de descarbonização da economia.

Devorando o mundo

Assim, em nossa terceira edição o eixo central de nossas publicações gira em torno do tema “Mudanças climáticas”. Nossos conteúdos foram elaborados a partir da visão de especialistas sobre aspectos fundamentais das mudanças climáticas e as consequências do aumento da temperatura para os organismos aquáticos e terrestres e para a humanidade.

Convidamos você a participar com a gente. Conte-nos suas dúvidas, sugestões e opiniões. Só com base em informações de qualidade sobre o tema, podemos refletir sobre nossas atitudes e escolhas de consumo, nos conscientizar e transformar a forma como pensamos em ações concretas de mudanças.


Eq. Editorial
Revista Bioika


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