Foto

Foto

Maria das Graças Targino

emailgracatargino@hotmail.com

Pós-Doutora em jornalismo pelo Instituto Interuniversitario de Iberoamérica da Universidad de Salamanca – Espanha. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília – Brasil. Docente da Universidade Federal do Piauí – Brasil. Autora de 30 livros, 61 capítulos de livros e 161 artigos científicos.

Teclado responsável

Nossa capacidade de discernimento deve nos conduzir ao teclado (particípio passado do verbo teclar e não dispositivo periférico do computador ou celular) responsável para emitir nossa opinião a respeito de uma informação em circulação nas redes sociais, da mesma forma que deve nos guiar até as urnas para expressar nosso voto. Sendo assim, todos nós, somos responsáveis por um mundo melhor.



share Compartilhar expand_more

No decorrer dos tempos, verdade e mentira, realidade e fantasia, lendas e fatos, boatos e ilusões sempre conviveram lado a lado. Nos tempos de nossos avós, bisavós e tataravós, em grandes cidades ou em pequenos vilarejos, em metrópoles ou em aldeias, a verdade sempre conviveu com fofocas, boatos, os disse me disse numa sucessão de intrigas, falatórios, disse não disse, disse que disse, diz que diz, diz que diz que, diz que me diz que, e assim sucessivamente.

Com a posse de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos, no dia 20 de janeiro de 2017, ou melhor, desde sua candidatura ao cargo, a expressão fake news passou a ser usada a torto e a direito, sem discernir o bem do mal, de forma leviana e sem rumo. Ele se posiciona como o criador da expressão, como se fora possível identificar, com precisão, quem a adotou pela primeira vez ou quem a disseminou. Afinal, se trata de nome, em sua essência, para lá de errôneo: se é fake (falso) não é news (notícias).

Teclado responsável

A notícia é um gênero textual jornalístico presente no cotidiano dos indivíduos. Para ser categorizada como tal, demanda uma série de requisitos, tais como: informar por meio de textos descritivos e veiculados na mídia, mediante linguagem formal, clara e objetiva, conteúdos credíveis, ou seja, em que possamos ou devamos acreditar. Eis, pois, a principal característica da notícia = fato / verdade / dia a dia. 

Essa perspectiva aliada à capacidade de discernimento deve nos conduzir ao teclado (particípio passado do verbo teclar e não dispositivo periférico do computador ou celular) responsável para emitir nossa opinião a respeito de uma informação em circulação nas redes sociais, da mesma forma que deve nos guiar até as urnas para expressar nosso voto.  

Sob esta concepção, a expressão fake news é por si mesma um erro, mas que veio para ficar graças às inovações tecnológicas e às redes sociais, que comportam não um mundo intrigante, na acepção de surpreendente, mas, sim, um mundo de intrigas. É muito fácil destruir reputações; enlamear a vida de famílias e indivíduos; propagar informações propositadamente distorcidas; pregar o ódio irracional a grupos minoritários; criar imagens falsas, convertendo sapos em príncipes ou príncipes em sapos; ou gerando “fatos” novos no lamaçal da política brasileira. 

Mesmo assim, à revelia de Trump (ou não), desde 2017, o respeitado dicionário britânico Oxford Dictionaries, edição da Oxford University, acresceu o verbete fake news, para designar a geração de informações inverídicas, como expressão de sentido que se relaciona, fundamentalmente, a “[...] histórias falsas que parecem ser notícias, que se espalham pela internet ou por meio de outras mídias, geralmente criadas para influenciar pontos de vista políticos ou de qualquer outra natureza.”

Portanto, tudo isto significa que somos, todos nós, responsáveis por um mundo melhor, em que o respeito ao outro seja prática cotidiana, o que corresponde não apenas a uma vida de orações, mas de ações que se iniciem com a adoção do teclado responsável, haja vista que, na conjuntura contemporânea, as notícias falsas crescem entre nós, com acentuada  velocidade e alcance, causando dores e inquietações ao outro, ao mesmo tempo em que nos distancia anos-luz do comportamento ético ideal e idealizado.


Foto

Rosa Dias

emailrosa.dias@revistabioika.org

Bióloga com Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Maringá (PEA/UEM). Considero que só através da socialização do conhecimento poderemos alcançar uma sociedade mais justa. Tenho grandes e diversos sonhos! Um deles é acreditar que a educação amplia as almas e recria os horizontes; é a alavanca das mudanças sociais!

Foto

Alexandrina Pujals

emailale.pujals@revistabioika.org

Bióloga, especialista em Planejamento Ambiental, Gestão dos Recursos Naturais e Mestre em Ciências Ambientais. Acredito que o conhecimento científico tem valor maior quando compartilhado e popularizado. A divulgação torna esse conhecimento acessível ao público, alinhando argumentos e ideias que busquem a conservação do meio ambiente.

Foto

Alfonso Pineda

emailalfonso.pineda@revistabioika.org

Sou biólogo colombiano, finalizando doutorado no Brasil. Acredito que qualquer uma das áreas do conhecimento pode contribuir para a melhoria da vida dos demais, e que a educação é uma ferramenta poderosa. Além disso, acredito que o acesso a informação permite às pessoas maior protagonismo social.

Foto

Ángela Gutiérrez C

emailangela.gutierrez@revistabioika.org

De acordo com minha formação na educação pública, acredito na necessidade de fazer acessível para todos, os resultados das pesquisas científicas. O que é feito? Para que serve? Como posso contribuir? Acredito que o trabalho multidisciplinar é a chave para propor soluções que possam gerar uma sociedade justa, sustentável e igualitária.

Foto

Anielly Oliveira

emailanielly.oliveira@revistabioika.org

Bióloga por paixão, acredito que o conhecimento científico gerado na academia deve buscar meios de encontrar a sociedade. Quanto mais isso for feito, menos políticas errôneas serão adotadas pelos tomadores de decisões.

Foto

David González

emaildavid.gonzalez@revistabioika.org

Publicitário, fã da linguagem escrita e audiovisual. Acredito que a ciência, a tecnologia, a arte e a comunicação têm o poder de criar bem estar, toda vez que estejam ao serviço da cultura, do cuidado do entorno e das causas mais generosas.


Você tem algo a dizer? Comente!

As opiniões registradas aqui pertencem aos internautas e podem não refletir a opinião da Revista Bioika. Este é um espaço aberto para a manifestação da opinião dos leitores, porém nos reservamos ao direito de remover os comentários que sejam considerados inadequados. Obrigado pela sua participação!


event_available Lançamentos

loyaltyInscreva-se


notifications_none Recentes


folder_special Favoritos


Origem da Revista Bioika