Evidências apontam que estamos ingerindo microplástico

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As primeiras evidências de microplásticos nos organismos humanos trazem novamente o alerta sobre as consequências do uso exagerado e descarte incorreto de plástico.


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O uso exagerado de descartáveis plásticos, o descarte incorreto, a lenta degradação (que alcança 400 anos) e a pouca reciclagem têm provocado o acúmulo de plástico no ambiente aquático, como já vimos na edição passada.

A econotícia de hoje chama a atenção de toda população para um problema grave e pouco percebido por nós. Com o tema...

Publicado por Revista Bioika Brasil en Sábado, 27 de mayo de 2017

No ambiente, esse material é enfraquecido e acaba se deteriorando em partículas cada vez menores (menos de 5 mm de diâmetro), os chamados “microplásticos”. Existem também os microplásticos que já são produzidos em tamanho reduzido, como esfoliantes faciais e glitter. Essas partículas estão se acumulando nos rios e oceanos, já foram encontradas em diversos organismos como peixes, crustáceos, mexilhões, tartarugas, aves e baleias. Além disso, em diversos produtos de consumo humano, como cosméticos, sal, mel e água mineral. 

Apesar das suspeitas, somente em outubro desse ano foi confirmada pela primeira vez a presença de microplásticos em fezes humanas. Um estudo realizado na Universidade de Medicina de Viena em parceria com a Agência Ambiental da Áustria analisou as fezes de oito pessoas de oito países diferentes e encontraram microplásticos em todas as amostras. Foram identificados até nove tipos diferentes, incluindo partículas de polipropileno (PP) e polietileno tereftalato (PET), que são matérias-primas de embalagens e garrafas plásticas.

Ainda é cedo para saber a consequência da ingestão dessas partículas pelos seres humanos, mas sabe-se que algumas partículas podem ser tóxicas ou servirem de substrato para aderência de produtos químicos e patógenos. Estudos com outros animais apontam que os microplásticos causam danos na resposta imunológica do sistema digestivo, e podem entrar na corrente sanguínea, no sistema linfático e atingir o fígado.

A preocupação com o meio ambiente e a saúde humana fez com que atualmente algumas cidades proibissem o uso de descartáveis. Você conhece outros impactos do descarte de plástico no meio ambiente? Você conhece ações governamentais para reverter essa situação? Conte pra gente! 

Para mais informações:


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Revista Bioika

Rosa

email econoticias@revistabioika.org

Bióloga com Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Maringá (PEA/UEM). Considero que só através da socialização do conhecimento poderemos alcançar uma sociedade mais justa. Tenho grandes e diversos sonhos! Um deles é acreditar que a educação amplia as almas e recria os horizontes; é a alavanca das mudanças sociais!

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Assistente Editorial [PT]
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Bióloga e mestranda em ecologia pela Universidade Estadual de Maringá. As pequenas ações individuais são primordiais, mas somente quando estendemos nosso conhecimento para outras pessoas e unimos forças é que, de fato, podemos revolucionar o mundo.

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Bióloga por paixão, acredito que o conhecimento científico gerado na academia deve buscar meios de encontrar a sociedade. Quanto mais isso for feito, menos políticas errôneas serão adotadas pelos tomadores de decisões.

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logo Alfonso Pineda
Asistente Editorial [ES]
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Alfonso

email alfonso.pineda@revistabioika.org

Sou biólogo colombiano, finalizando doutorado no Brasil. Acredito que qualquer uma das áreas do conhecimento pode contribuir para a melhoria da vida dos demais, e que a educação é uma ferramenta poderosa. Além disso, acredito que o acesso a informação permite às pessoas maior protagonismo social.


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