O aquecimento global coloca em risco a produção de alimento em diversas regiões do mundo

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Pesquisa detecta diminuição na produção agrícola sob efeitos das mudanças climáticas e indica quais áreas geográficas e tipos de culturas estão em maior risco.


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A temperatura da superfície global está aumentando a uma média de 0,17 °C por década desde 1970, uma taxa superior a qualquer período desde a revolução industrial.

Neste cenário, os rendimentos da produção agrícola são projetados para diminuir em condições climáticas futuras. Um estudo, publicado na revista Plos One em maio de 2019, avaliou o impacto da mudança climática sobre a produtividade global das dez principais culturas cultivadas – cevada, mandioca, milho, arroz, óleo de palma, canola, sorgo, cana-de-açúcar, soja e trigo –, que fornecem 83% das calorias produzidas em terras cultiváveis. A análise considerou dados históricos do clima (temperatura e precipitação) e dados compilados de 20.000 unidades políticas, abrangendo o período entre 1974 e 2013.

Plantação de soja

Os pesquisadores descobriram variações significativas no rendimento dessas safras, sendo observadas variações entre -13,4% (óleo de palma) e 3,5% (soja) na produtividade, resultando em uma redução média de 1% (-3,5 x 1013 kcal/ano) nas calorias de alimentos consumíveis. De forma geral, os impactos na produção de alimento são negativos na Europa, África do Sul e Austrália, positivos na América Latina, e mistos na Ásia e na América do Norte e Central. Entre os 53 países onde o índice de fome é grave, alarmante ou seriamente alarmante, 27 apresentaram diminuição nas calorias consumíveis. Desta forma, em quase metade dos países com insegurança alimentar, a disponibilidade calórica estimada diminuiu.

Podemos concluir que o aquecimento global já está afetando a produção de alimentos em muitos países, bem como a produção de calorias de alimentos consumíveis. Apesar da grande variabilidade entre culturas e regiões, essas descobertas podem ser usadas para direcionar estratégias de manejo para a adaptação às mudanças climáticas. Os resultados sugerem que a mudança climática não deve ser uma preocupação futura, pois ela já está acontecendo, e afeta tanto grandes interesses agrícolas até agricultores de subsistência, e consequentemente todos os que se alimentam.

Para mais informações:


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Rosa Dias

emailrosa.dias@revistabioika.org

Bióloga com Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Maringá (PEA/UEM). Considero que só através da socialização do conhecimento poderemos alcançar uma sociedade mais justa. Tenho grandes e diversos sonhos! Um deles é acreditar que a educação amplia as almas e recria os horizontes; é a alavanca das mudanças sociais!

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Bárbara Angélio Quirino

emailbarbara.quirino@revistabioika.org

Bióloga e mestranda em ecologia pela Universidade Estadual de Maringá. As pequenas ações individuais são primordiais, mas somente quando estendemos nosso conhecimento para outras pessoas e unimos forças é que, de fato, podemos revolucionar o mundo.

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Alfonso Pineda

emailalfonso.pineda@revistabioika.org

Sou biólogo colombiano, finalizando doutorado no Brasil. Acredito que qualquer uma das áreas do conhecimento pode contribuir para a melhoria da vida dos demais, e que a educação é uma ferramenta poderosa. Além disso, acredito que o acesso a informação permite às pessoas maior protagonismo social.

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Ángela Gutiérrez C

emailangela.gutierrez@revistabioika.org

De acordo com minha formação na educação pública, acredito na necessidade de fazer acessível para todos, os resultados das pesquisas científicas. O que é feito? Para que serve? Como posso contribuir? Acredito que o trabalho multidisciplinar é a chave para propor soluções que possam gerar uma sociedade justa, sustentável e igualitária.

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David González

emaildavid.gonzalez@revistabioika.org

Publicitário, fã da linguagem escrita e audiovisual. Acredito que a ciência, a tecnologia, a arte e a comunicação têm o poder de criar bem estar, toda vez que estejam ao serviço da cultura, do cuidado do entorno e das causas mais generosas.

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Taise Miranda Lopes

emailtaisemlopes@gmail.com

Sou bióloga e doutora em ciências ambientais pela Universidade Estadual de Maringá (Brasil). Acredito que o acesso ao conhecimento, seja através de políticas públicas e divulgação científica, é imprescindível para a construção de uma sociedade mais empática, justa e sustentável.


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