Gramíneas invasoras aumentam o risco de incêndios florestais

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Estudo mostra que as plantas gramíneas invasoras aumentam a frequência de ocorrência de incêndios tanto quanto as mudanças climáticas.


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Cada vez mais se conhece os impactos negativos das espécies invasoras sobre o equilíbrio dos ecossistemas. Uma espécie invasora é aquela que não é nativa de determinado local, mas foi introduzida nele por meio da ação direta ou indireta do ser humano.

Para uma espécie não-nativa ser considerada invasora, não basta ocorrer em um local fora da sua área nativa de distribuição, mas se proliferar nesta nova área e ocasionar danos ao meio ambiente, economia ou saúde humana. Dentre os inúmeros exemplos de impactos provocados por espécies invasoras, um recente estudo, publicado no dia 4 de novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, constatou que gramíneas invasoras são capazes de alterar os regimes de incêndio naturais em florestas em escala regional.

O trabalho foi realizado por ecólogos da Universidade de Massachusetts em parceria com a Universidade de Colorado nos Estados Unidos e combinou grandes conjuntos de dados para testar as diferenças nos regimes de incêndio entre áreas “invadidas” por gramíneas e áreas “não-invadidas” nos Estados Unidos da América - EUA. Em seguida, eles usaram registros de incêndios para comparar a ocorrência, tamanho e frequência do incêndio entre essas áreas, durante o período de 2000 a 2015. Dentre as 12 espécies de gramíneas invasoras analisadas, oito apresentaram frequências de incêndio significativamente elevadas, algumas duplicando ou até triplicando a frequência de incêndios. Essas taxas de aumento chegam a ser inclusive semelhantes às ocasionadas por mudanças climáticas.

Assim, uma possível ferramenta para mitigar os incêndios pode estar no controle dessas plantas invasoras. O manejo destas espécies e a prevenção de futuras introduções são fundamentais para remediar os impactos ecológicos e econômicos devido a ocorrência dos incêndios. Sabendo que nós contribuímos para o aumento da incidência de incêndios por meio do transporte de sementes, deliberadamente ou acidentalmente, que medidas podem ser tomadas para diminuir estes riscos? Existem maneiras de impedir a propagação de espécies não-nativas, após estas já estarem presentes em um novo ambiente?. 

Para mais informações:


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Rosa Dias

emailrosa.dias@revistabioika.org

Bióloga com Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Maringá (PEA/UEM). Considero que só através da socialização do conhecimento poderemos alcançar uma sociedade mais justa. Tenho grandes e diversos sonhos! Um deles é acreditar que a educação amplia as almas e recria os horizontes; é a alavanca das mudanças sociais!

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Bárbara Angélio Quirino

emailbarbara.quirino@revistabioika.org

Bióloga e mestranda em ecologia pela Universidade Estadual de Maringá. As pequenas ações individuais são primordiais, mas somente quando estendemos nosso conhecimento para outras pessoas e unimos forças é que, de fato, podemos revolucionar o mundo.

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Alfonso Pineda

emailalfonso.pineda@revistabioika.org

Sou biólogo colombiano, finalizando doutorado no Brasil. Acredito que qualquer uma das áreas do conhecimento pode contribuir para a melhoria da vida dos demais, e que a educação é uma ferramenta poderosa. Além disso, acredito que o acesso a informação permite às pessoas maior protagonismo social.

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Ángela Gutiérrez C

emailangela.gutierrez@revistabioika.org

De acordo com minha formação na educação pública, acredito na necessidade de fazer acessível para todos, os resultados das pesquisas científicas. O que é feito? Para que serve? Como posso contribuir? Acredito que o trabalho multidisciplinar é a chave para propor soluções que possam gerar uma sociedade justa, sustentável e igualitária.

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David González

emaildavid.gonzalez@revistabioika.org

Publicitário, fã da linguagem escrita e audiovisual. Acredito que a ciência, a tecnologia, a arte e a comunicação têm o poder de criar bem estar, toda vez que estejam ao serviço da cultura, do cuidado do entorno e das causas mais generosas.

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Mirtha Angulo

emailmirtha.angulo@revistabioika.org

Bióloga pela Universidade do Cauca (Colômbia). Estudante de Doutorado em Ciencias Ambientais na Universidade Estadual de Maringá (Brasil). Acredito que a socialização dos estudos ecológicos, pode nos ajudar a criar consciência da importância dos nossos recursos naturais e dessa forma garantir seu cuidado e preservação.

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Taise Miranda Lopes

emailtaise.lopes@revistabioika.org

Sou bióloga e doutora em ciências ambientais pela Universidade Estadual de Maringá (Brasil). Acredito que o acesso ao conhecimento, seja através de políticas públicas e divulgação científica, é imprescindível para a construção de uma sociedade mais empática, justa e sustentável.


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