Gramíneas invasoras aumentam o risco de incêndios florestais


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Estudo mostra que as plantas gramíneas invasoras aumentam a frequência de ocorrência de incêndios tanto quanto as mudanças climáticas.

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Bárbara Angélio Quirino

emailbarbara_aq@hotmail.com

Bióloga, mestre em ecologia pela Universidade Estadual de Maringá e doutoranda no mesmo programa. As pequenas ações individuais são primordiais, mas somente quando estendemos nosso conhecimento para outras pessoas e unimos forças é que, de fato, podemos revolucionar o mundo.



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Vinte e três acres de gramíneas, não-nativas e principalmente invasoras, foram queimadas em 22 de outubro de 2015, na Lower Table Rock do BLM, no sul do Oregon, EUA.

Cada vez mais se conhece os impactos negativos das espécies invasoras sobre o equilíbrio dos ecossistemas. Uma espécie invasora é aquela que não é nativa de determinado local, mas foi introduzida nele por meio da ação direta ou indireta do ser humano.

Para uma espécie não-nativa ser considerada invasora, não basta ocorrer em um local fora da sua área nativa de distribuição, mas se proliferar nesta nova área e ocasionar danos ao meio ambiente, economia ou saúde humana. Dentre os inúmeros exemplos de impactos provocados por espécies invasoras, um recente estudo, publicado no dia 4 de novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, constatou que gramíneas invasoras são capazes de alterar os regimes de incêndio naturais em florestas em escala regional.

O trabalho foi realizado por ecólogos da Universidade de Massachusetts em parceria com a Universidade de Colorado nos Estados Unidos e combinou grandes conjuntos de dados para testar as diferenças nos regimes de incêndio entre áreas “invadidas” por gramíneas e áreas “não-invadidas” nos Estados Unidos da América - EUA. Em seguida, eles usaram registros de incêndios para comparar a ocorrência, tamanho e frequência do incêndio entre essas áreas, durante o período de 2000 a 2015. Dentre as 12 espécies de gramíneas invasoras analisadas, oito apresentaram frequências de incêndio significativamente elevadas, algumas duplicando ou até triplicando a frequência de incêndios. Essas taxas de aumento chegam a ser inclusive semelhantes às ocasionadas por mudanças climáticas.

Assim, uma possível ferramenta para mitigar os incêndios pode estar no controle dessas plantas invasoras. O manejo destas espécies e a prevenção de futuras introduções são fundamentais para remediar os impactos ecológicos e econômicos devido a ocorrência dos incêndios. Sabendo que nós contribuímos para o aumento da incidência de incêndios por meio do transporte de sementes, deliberadamente ou acidentalmente, que medidas podem ser tomadas para diminuir estes riscos? Existem maneiras de impedir a propagação de espécies não-nativas, após estas já estarem presentes em um novo ambiente?. 

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Para mais informações:

  1. https://www.pnas.org/content/early/2019/10/29/1908253116
  2. https://cires.colorado.edu/news/invasive-grasses-promote-wildfire
  3. https://www.ecoticias.com/eco-america/197521/pastos-invasivos-riesgo-incendios
  4. https://www.cope.es/actualidad/sociedad/noticias/analisis-toda-norteamerica-encuentran-que-los-pastos-invasivos-aumentan-riesgo-incendio-20191104_542949

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Rosa Maria Dias

emailrosa.dias@revistabioika.org

Bióloga com Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Maringá (PEA/UEM). Considero que só através da socialização do conhecimento poderemos alcançar uma sociedade mais justa. Tenho grandes e diversos sonhos! Um deles é acreditar que a educação amplia as almas e recria os horizontes; é a alavanca das mudanças sociais!

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Alfonso Pineda

emailalfonso.pineda@revistabioika.org

Sou biólogo colombiano morando no Brasil. Acredito que qualquer uma das áreas do conhecimento pode contribuir para a melhoria da vida dos demais, e que a educação é uma ferramenta poderosa. Além disso, acredito que o acesso a informação permite às pessoas maior protagonismo social.

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Ángela Gutiérrez C

emailangela.gutierrez@revistabioika.org

De acordo com minha formação na educação pública, acredito na necessidade de fazer acessível para todos, os resultados das pesquisas científicas. O que é feito? Para que serve? Como posso contribuir? Acredito que o trabalho multidisciplinar é a chave para propor soluções que possam gerar uma sociedade justa, sustentável e igualitária.

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David González

emaildavid.gonzalez@revistabioika.org

Publicitário, fã da linguagem escrita e audiovisual. Acredito que a ciência, a tecnologia, a arte e a comunicação têm o poder de criar bem estar, toda vez que estejam ao serviço da cultura, do cuidado do entorno e das causas mais generosas.

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Mirtha Amanda Angulo Valencia

emailmirtha.angulo@revistabioika.org

Bióloga pela Universidade do Cauca (Colômbia). Estudante de Doutorado em Ciencias Ambientais na Universidade Estadual de Maringá (Brasil). Acredito que a socialização dos estudos ecológicos, pode nos ajudar a criar consciência da importância dos nossos recursos naturais e dessa forma garantir seu cuidado e preservação.

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Taise Miranda Lopes

emailtaise.lopes@revistabioika.org

Sou bióloga e doutora em ciências ambientais pela Universidade Estadual de Maringá (Brasil). Acredito que o acesso ao conhecimento, seja através de políticas públicas e divulgação científica, é imprescindível para a construção de uma sociedade mais empática, justa e sustentável.


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