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Yara Moretto et al.
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Yara Moretto

email yara.moretto@ufpr.br

Bióloga e Doutora em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual de Maringá (Brasil). É professora adjunta do Setor de Ciências Agrarias da Universidade Federal do Paraná, vice-diretora no Setor Palotina da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Ecologia de Macroinvertebrados e Gestão Ambiental.

Bicho d’água: conhecer para preservar

Conheça este projeto de educação ambiental, que promove a conservação dos ecossistemas aquáticos por meio de atividades de divulgação científica.



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O projeto “Bicho d´água: conhecer para preservar” iniciou em 2015 com o objetivo de promover e popularizar a ciência através da divulgação de informações científicas obtidas de pesquisas realizadas em ambientes aquáticos (rios e riachos). Através de atividades extensionistas, busca-se evidenciar a importância da preservação destes ecossistemas e do seu entorno (mata ciliar). Além disso, uma das propostas do projeto é capacitar e conscientizar professores, pais, alunos e a comunidade em geral para que sejam capazes de contribuir com a preservação dos recursos hídricos, especialmente por comparar a diversidade biológica de invertebrados aquáticos que vivem em ambientes preservados em relação àqueles impactados por ações humanas.


Durante os anos de 2015 e 2016, o projeto foi financiado pelo MEC (Programa Proext) e foram produzidos materiais didáticos que visam facilitar e promover o aprendizado de maneira lúdica e interativa. Até o momento, foram visitadas as escolas municipais de Palotina, abrangendo o ensino fundamental I, algumas escolas estaduais e particulares (ensino fundamental II). A próxima etapa abrangerá as instituições de ensino estaduais e particulares que ainda não foram visitadas e também cidades vizinhas à Palotina.

Nas visitas às escolas, são realizadas oficinas didáticas onde os acadêmicos ministram palestras de aproximadamente 15 minutos, onde demonstram as diferenças entre ambientes impactados e preservados e enfatiza a grande diversidade biológica existente nos ambientes aquáticos não impactados, bem como a importância da sua preservação.

Em um segundo momento, os alunos podem visualizar os macroinvertebrados bentônicos, dentre eles: caranguejos, bivalves, minhocas aquáticas, larvas de besouro, libélulas e mosquitos, com o auxílio de lupa (Fig. 1).
Visualização dos macroinvertebrados bentônicos / Imagem: Yara Moretto

Na sequência das atividades, as crianças são convidadas a participar dos jogos didáticos do projeto, dos quais destacam-se o jogo da memória, com personagens ilustrados que representam os invertebrados aquáticos, o jogo do tabuleiro gigante e o jogo do rio contínuo. Essas atividades são sempre acompanhadas pelos acadêmicos que conduzem as brincadeiras e estimulam o aprendizado e a participação dos alunos.



Após estas atividades, cada aluno recebe gratuitamente um gibi ilustrado onde conta-se a estória de invertebrados aquáticos em busca de um ambiente limpo para morar e a “Cartilha para colorir e brincar”. Com esse último material, os professores são incentivados a trabalhar em sala, pois o conteúdo da cartilha aborda jogos de caça-palavras, cruzadinhas e desenhos dos invertebrados para colorir (Fig. 2). 

O projeto também tem participado de várias atividades desenvolvidas na Universidade, como as Feiras de Ciências (Fecitec) e eventos científicos, além de exposição agropecuária (Expo Palotina) e atividades culturais promovidas pelo município e pelas escolas. Estas ações, cada vez mais, aproximam o projeto da sociedade, contribuindo para a popularização da ciência de maneira mais eficiente.

De acordo com Ernâni Maria Fiori (1), percebe-se que a educação ambiental não se limita apenas ao que é relacionado à natureza, mas assume um papel mais realista, visando também à relação homem e natureza na busca de um futuro ecologicamente bem desenvolvido. Nesse contexto, a extensão universitária exerce papel essencial por integrar e promover ações que visam à interdisciplinaridade entre as diversas áreas de conhecimentos e a interação dialógica entre elas, trazendo com isso ações transformadoras, principalmente no modo de pensar e agir dos atores sociais envolvidos nas atividades da extensão.

Quanto mais cedo o processo de transformação se inicia, maiores são seus frutos, pois os indivíduos tornam-se realmente agentes sociais que promovem ações, especialmente aquelas ligadas aos aspectos de preservação ambiental. Principalmente no contexto ambiental, isso se torna mais relevante, pois uma nova sociedade se irá emoldurar e se aculturar a uma forma de viver e pensar que considere o ato de conhecer e preservar o ambiente uma necessidade diária e de responsabilidade de cada cidadão.


Agradecimentos

Os autores agradecem à Universidade Federal do Paraná – Setor Palotina, pelo apoio logístico na execução do projeto, à Proec, pela concessão de bolsas para os acadêmicos, ao MEC/Proext, pelo apoio financeiro para a realização do projeto, às escolas participantes e ao apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC) de Palotina.

Referências

1. FIORI, E.M. 1986. Conscientização e educação. Educação e Realidade, Porto Alegre, 1, 3-10.



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Mirtha

email mirtha.angulo@revistabioika.org

Bióloga pela Universidade do Cauca (Colômbia). Estudante de Doutorado em Ciencias Ambientais na Universidade Estadual de Maringá (Brasil). Acredito que a socialização dos estudos ecológicos, pode nos ajudar a criar consciência da importância dos nossos recursos naturais e dessa forma garantir seu cuidado e preservação.

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email angela.gutierrez@revistabioika.org

De acordo com minha formação na educação pública, acredito na necessidade de fazer acessível para todos, os resultados das pesquisas científicas. O que é feito? Para que serve? Como posso contribuir? Acredito que o trabalho multidisciplinar é a chave para propor soluções que possam gerar uma sociedade justa, sustentável e igualitária.

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David

email david.gonzalez@revistabioika.org

Publicitário, fã da linguagem escrita e audiovisual. Acredito que a ciência, a tecnologia, a arte e a comunicação têm o poder de criar bem estar, toda vez que estejam ao serviço da cultura, do cuidado do entorno e das causas mais generosas.

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email lucas_nobuo@revistabioika.org

Músico e jornalista, já fiz um pouco de tudo nessa vida – o suficiente pra saber com quem e pelo que me entregar. Passei por jornais impressos, digitais, revistas, rádios, agências de publicidade e continuo tentando aprender a aliar tudo isso com a rotina maluca de uma banda autoral independente.

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Maria Fernanda

email mfospinaf@revistabioika.org

Bióloga, especialista em gestão ambiental. Como consultor ambiental vejo a importância de construir pontes entre o conhecimento e sua aplicação em uma linguagem acessível. O tema ambiental é transversal a todas as comunidades independentes sobre o tipo e nível de formação, por isso é importante para facilitar a troca de informação.

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email rafaelfferreira1987@revistabioika.org

Físico e estudante de doutorado em Física da Universidade Estadual de Maringá (Brasil). Como entusiasta das ciências e da filosofia, acredito que o conhecimento transforma o indivíduo e sua cultura. Penso que a socialização das ciências ajuda a criar uma sociedade mais crítica, justa e independente de seus governantes.

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Sonia Yanira

email sonia.yanira@revistabioika.org

Com formação em Microbiologia, tenho trabalhado em biologia molecular e bioinformática. Ultimamente o ensino de zoonoses e epidemiologia, voltado para profissionais do meio ambiente, me permite fazer parte de uma mudança necessária em nossa sociedade e sua relação com o meio ambiente.


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