O clamor pela sustentabilidade

folder_special

Muitos países, principalmente os da União Europeia, importam matéria prima (como recursos minerais, vegetais ou agrícolas) de países em desenvolvimento. Para tal comércio, exigem que os países exportadores também tenham práticas sustentáveis fundamentadas nos princípios de respeito ao meio ambiente, aos direitos e à dignidade humana.


share Compartilhar expand_more

“Tornem o comércio entre União Europeia e Brasil sustentável”. Esse foi o nome do artigo publicado na revista Science no dia 26 de abril de 2019, por um grande grupo de cientistas europeus.

Os países da União Europeia são grandes importadores das commodities do Brasil, isto é, produtos primários com preços geralmente definidos pelo mercado financeiro, como recursos minerais, vegetais ou agrícolas (petróleo, carvão mineral, soja, cana-de-açúcar e outros). Mas a extração desses recursos gera grandes danos ambientais, como desmatamento e as tragédias causadas pelas mineradoras, como os desastres de Mariana e Brumadinho, só para citar alguns. Além disso, a destruição desenfreada do meio ambiente ameaça os povos indígenas e as áreas que eles protegem.

Diante da perda de políticas públicas que combatem o desmatamento e que retiram direitos humanos no atual cenário brasileiro, os cientistas europeus clamam para que as importações sejam condicionadas a um comércio sustentável. “Os ecossistemas brasileiros, ou seja, florestas, áreas úmidas, cerrado, são cruciais para uma grande diversidade de povos indígenas, para estabilidade do clima global e para a conservação da biodiversidade”, argumenta Laura Kehoe, cientista que liderou o artigo. Os autores destacam ainda que a União Europeia é fundada sobre princípios de respeito aos direitos e à dignidade humana, e que exigências de um comércio sustentável são a oportunidade de se tornarem líderes globais de sustentabilidade.


É importante destacar que o Brasil é o maior exportador de commodities da América do Sul, mas que compartilha destes mesmos problemas ambientais com seus países vizinhos. A necessidade de um comércio mais sustentável estende-se assim por todo o continente, na busca pela preservação da biodiversidade e de sociedades mais justas e igualitárias.

Mais informações:
Kehoe1, L., Reis T., Virah-Sawmy, M., Balmford, A., Kuemmerle, T., and 604 signatories. Make EU trade with Brazil sustainable. Science, 26 Apr 2019: vol. 364, Issue 6438, pp. 341 DOI: 10.1126/science.aaw8276 


Foto

Rosa Dias

emailrosa.dias@revistabioika.org

Bióloga com Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Maringá (PEA/UEM). Considero que só através da socialização do conhecimento poderemos alcançar uma sociedade mais justa. Tenho grandes e diversos sonhos! Um deles é acreditar que a educação amplia as almas e recria os horizontes; é a alavanca das mudanças sociais!

Foto

Anielly Oliveira

emailanielly.oliveira@revistabioika.org

Bióloga por paixão, acredito que o conhecimento científico gerado na academia deve buscar meios de encontrar a sociedade. Quanto mais isso for feito, menos políticas errôneas serão adotadas pelos tomadores de decisões.

Foto

David González

emaildavid.gonzalez@revistabioika.org

Publicitário, fã da linguagem escrita e audiovisual. Acredito que a ciência, a tecnologia, a arte e a comunicação têm o poder de criar bem estar, toda vez que estejam ao serviço da cultura, do cuidado do entorno e das causas mais generosas.

Foto

Mirtha Angulo

emailmirtha.angulo@revistabioika.org

Bióloga pela Universidade do Cauca (Colômbia). Estudante de Doutorado em Ciencias Ambientais na Universidade Estadual de Maringá (Brasil). Acredito que a socialização dos estudos ecológicos, pode nos ajudar a criar consciência da importância dos nossos recursos naturais e dessa forma garantir seu cuidado e preservação.

Foto

Oscar Pelaez

emailopelaez@revistabioika.org

A falta de conexão do cidadão comum em relação ao universo revelado pela ciência, limita o acesso ao conhecimento do que está ao nosso redor. Ainda são poucas as iniciativas para aproximar os cidadãos da ciência. Então, espero contribuir para aqueles que não são cientistas, conheçam este campo da ciência que domino um pouco: a Ecologia.


library_books Versão PDF


Você tem algo a dizer? Comente!

As opiniões registradas aqui pertencem aos internautas e podem não refletir a opinião da Revista Bioika. Este é um espaço aberto para a manifestação da opinião dos leitores, porém nos reservamos ao direito de remover os comentários que sejam considerados inadequados. Obrigado pela sua participação!


event_available Lançamentos

loyaltyInscreva-se


Origem da Revista Bioika