Atuação dos países da América Latina no Acordo de Paris


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Acordo de Paris: O Planeta é de todos, porque o compromisso só de alguns?

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Rosa Maria Dias

emailrmdias2003@yahoo.com.br

Bióloga com Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Maringá (PEA/UEM). Considero que só através da socialização do conhecimento poderemos alcançar uma sociedade mais justa. Tenho grandes e diversos sonhos! Um deles é acreditar que a educação amplia as almas e recria os horizontes; é a alavanca das mudanças sociais!



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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixa claro em seu discurso sua posição desfavorável às questões ambientais relacionadas às mudanças climáticas e ao aquecimento global, com possível retirada dos EUA do Acordo de Paris. Mas, como os representan

O Acordo de Paris foi negociado durante a 21ª sessão anual da Conferência das Partes (COP-21) em Paris, na França, e aprovado em 12 de dezembro de 2015. Na cerimônia de assinatura do tratado, a adesão dos países da América Latina foi marcada pela presença de quase todos os governantes latino-americanos. No total de 195 países mais a União Europeia que assinaram o Acordo, somente o representante da Nicarágua não estava presente. Até o momento o acordo foi ratificado por 144 nações, e os EUA pode, nos próximos dias, ser o primeiro país a abandonar o Acordo de Paris. Entre os países considerados grandes emissores de gases de Efeito Estufa, apenas a Rússia não ratificou o texto, apesar de tê-lo assinado em Paris. A Rússia é o quinto maior emissor depois da China, Estados Unidos, União Europeia e Índia.

Os países da América Latina, apesar de não estarem entre os maiores emissores dos gases de Efeito Estufa (representam aproximadamente 10% da emissão global), estão localizados nas regiões do globo terrestre que apresentam os maiores impactos derivados das mudanças climáticas. A região é diversificada, com países e ecossistemas particularmente vulneráveis às alterações do clima. Cerca de 25% das terras cultiváveis, 22% das florestas e 31% da água doce do planeta estão nos países latino-americanos. A região também abriga grandes reservas de petróleo. Diante de tamanha biodiversidade, a maioria dos países latino-americanos prontamente demonstraram interesse em implementar medidas nacionais para contribuir com o programa de redução de emissões de gases do Efeito Estufa. Dentre as medidas para reduzir suas emissões entre 30 a 40% até 2030, incluem o fim do desmatamento ilegal da Amazônia e reflorestamento de áreas degradadas, a utilização de técnicas agrícolas sustentáveis, a melhoria na proteção de bacias hidrográficas com o uso sustentável de recursos pesqueiros e a expansão da produção de energias renováveis.

A maior parte da economia dos países latino-americanos está pautada na produção de combustíveis fósseis, criação de gado e agricultura em larga escala, fatores esses que levam a emissões de gases do Efeito Estufa. No entanto, países como Brasil, Chile, México e Uruguai apresentam diversas regiões promissoras com potenciais para investimentos em fontes renováveis como energia eólica, solar e biomassa.

Embora os países latino-americanos compartilhem de muitos recursos naturais e interesses comuns, os governos estão alinhados em diferentes blocos, o que dificulta as negociações devido aos interesses políticos individuais de cada país. Neste mês, durante os dias 08 a 18, uma reunião está sendo realizada na cidade de Bonn, na Alemanha, com os 196 países signatários do tratado, com o objetivo de estabelecer as regras de aplicação do Acordo de Paris. A atenção de líderes mundiais recai sobre a decisão de Trump sobre a permanência, ou não no tratado. Muitos temem que uma mudança de posição dos Estados Unidos afete o entusiasmo dos demais signatários em relação aos objetivos de redução de emissões. O que levaria a instabilidade dos demais países quanto à manutenção das medidas já implementadas.


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Para mais informações:

  1. https://www.nasa.gov/feature/goddard/2016/climate-trends-continue-to-break-records
  2. http://www.bbc.com/mundo/noticias/2015/12/151212_acuerdo_paris_cop21_america_latina_bm
  3. http://www.ipsnoticias.net/2016/11/america-latina-mide-temperatura-al-acuerdo-de-paris-en-cumbre-climatica/
  4. http://www.climatedevlab.brown.edu/home/a-giant-step-forward-for-latin-america-the-paris-agreement-on-climate-change
  5. http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2017/05/09/interna_internacional
  6. 867775/duvidas-sobre-os-eua-marcam-reuniao-do-clima-na-alemanha.shtml
  7. http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2017/05/08/interna_mundo
  8. 593578/paises-signatarios-se-reunem-para-comecar-aplicacao-do-acordo-do-clima.shtml
  9. http://www.observatoriodoclima.eco.br/mundo-pode-bater-15oc-em-uma-decada/
  10. http://redeclima.ccst.inpe.br/america-latina-busca-papel-decisivo-na-cop-de-paris/
  11. https://nacoesunidas.org/cepal-promove-em-brasilia-negociacao-de-acordo-regional-sobre-direito-ambiental/
  12. https://nacoesunidas.org/cepal-america-latina-e-caribe-precisam-superar-fragmentacao-para-buscar-crescimento-sustentavel/
  13. http://unfccc.int/meetings/bonn_may_2017/meeting/10076.php

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Rosa Maria Dias

emailrosa.dias@revistabioika.org

Bióloga com Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Maringá (PEA/UEM). Considero que só através da socialização do conhecimento poderemos alcançar uma sociedade mais justa. Tenho grandes e diversos sonhos! Um deles é acreditar que a educação amplia as almas e recria os horizontes; é a alavanca das mudanças sociais!

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Alfonso Pineda

emailalfonso.pineda@revistabioika.org

Sou biólogo colombiano morando no Brasil. Acredito que qualquer uma das áreas do conhecimento pode contribuir para a melhoria da vida dos demais, e que a educação é uma ferramenta poderosa. Além disso, acredito que o acesso a informação permite às pessoas maior protagonismo social.

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Luciana Oliveira Dos Santos

emailluciana.santos@revistabioika.org

Mestre em Psicologia pela New School for Social Research, psicóloga em constante formação, apaixonada pela Ciência das relações, estou aqui para aprender. Aprender na relação comigo mesma e o meio (natural e por nós constituído); convidando a quem possa interessar a trocar saberes e fazeres.


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