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Aurora Angulo Valencia

emailanguloaurora@yahoo.com.co

Gestora cultural e estudante de Administração Pública na Escola Superior de Administração Pública (ESAP-Colômbia). Seu interesse é incentivar o resgate da cultura patiana e o respeito ao meio ambiente.

Turismo ecológico e cultural no Vale do Patía

O primeiro Transformando o Mundo da sexta edição apresenta uma fantastica rota turistica com paseios ecologicos e culturais pelo municipio de Patía (Cauca, Colombia). Leia e conheça um pouco da cultura, das paisagens e das comidas tipicas dessa pequena região do Pacifico colombiano.



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Distrito de Patía-Patía

Com o desejo de destacar a nossa riqueza cultural, surgiu a ideia de fundir a cultura com o turismo, já que andam de mãos dadas, para gerar oportunidade de emprego para os nossos gestores culturais e artistas para que aprendam a viver da arte e, consequentemente melhorem sua qualidade de vida e trabalhem em comunidade.

Patía a “terra da cabaça” (Patía la terra del totumo) é um destino desconhecido esperando ser  visitado por todo o mundo, ou esse é o nosso desejo. Desfrutamos de belas paisagens naturais, pois o vale do Patía é um corredor cultural, natural e turístico que, sem dúvida, nos faz viver uma viagem ancestral a cada experiência. 

Aurora e Elvar

A Associação Cultural e Turística da Diversidade Patiana, é uma entidade privada sem fins lucrativos, regida pela Constituição Colombiana e pelas normas legais vigentes. Este projeto visa gerar empreendedorismo, sustentabilidade, progresso e desenvolvimento na nossa região, através do turismo comunitário, ecológico e cultural, que permite a sustentabilidade econômica e melhora a qualidade de vida de muitas famílias. Dessa forma, conseguimos resgatar, proteger, fortalecer e promover esses temas no nosso município, fomentando nos nossos habitantes o sentimento de pertencimento ao nosso território, e fazendo com que a nossa riqueza cultural e turística seja conhecida nacional e internacionalmente. 

Rota Patía A Terra da Cabaça

Turismo ecológico 

Nosso passeio começa visitando o distrito de Patía-Patía, onde visitaremos a Fazenda Versalles. Este é um lugar muito agradável, onde você pode relaxar, descansar, desfrutar de belas paisagens e ouvir histórias, mitos e lendas do Vale do Patía. Mais tarde, faremos uma caminhada pela trilha ecológica em direção ao balneário “La India”, onde os visitantes podem desfrutar das cálidas águas do nosso rio Patía.

Balneario La Índia

Em seguida, o percurso continua em direção ao distrito de Mulaló. Neste local vivem a "As Corta Mate" (cortadoras de cabaça), um grupo de mulheres guerreiras que dia a dia lutam para sustentar as suas famílias com o comércio da cabaça. A comunidade Mulaló é um exemplo de amor à nossa terra, pois contribuem para o cuidado com o meio ambiente e, embora seu trabalho não seja reconhecido, queremos que seja valorizado, pois tem um impacto ambiental muito positivo.

A rotina das “Corta Mate” começa bem cedo quando elas saem em busca da cabaça. Depois de coletada, a cabaça é raspada e sua polpa é utilizada na alimentação do gado, pois esse é o acordo que as cortadoras de cabaça têm com os fazendeiros, pois na seca o gado não tem como se alimentar. 

Corta Mate

Depois de raspada e lavada, a cabaça é exposta ao sol para secar e assim ser comercializada. Essa é uma rotina diária das “Corta Mate” para o sustento familiar e esse conhecimento é compartilhado com seus descendentes.

Raspagem da cabaça

O passeio continua com uma visita à fazenda “La Pachuca”, onde se encontra a majestosa e gigantesca árvore "Higuera de la India", que adorna o lugar com seus espetaculares ramos e raízes. Esta árvore tem mais de 60 anos, pertence à família das seringueiras (Euphorbiaceae) e sua semente foi trazida do Brasil.

Arvore “Higuera de la India”

Turismo cultural

Esse passeio convida você a descobrir nossa cultura musical. O “Bambuco Patiano” é o nosso gênero musical, cujo principal instrumento é o violino que representa a liberdade. Também é acompanhado por outros instrumentos como violões, tambores, cununos (instrumento tradicional) e maracas. O “Bambuco Patiano” é cantado, tocado, dançado e dramatizado. É interpretado por grandes artistas locais, como Las Cantaoras del Patía, Elvar Mosquera, Lorenzo Solarte e outros grupos musicais como Son del Tuno, Combo de Mulaló, Son de Patanguejo, Son de Capellanía, Son de la Alianza, Son los Amigos, Afroson, Las Estrellas del Patía, Nueva Integración Bordeña, Escuela de Violines Son Tunito e Bambuco Negro del Patía.  

Gestores culturais

Esse passeio começa com uma visita a José Lorenzo Solarte Zabala, violinista empírico que nos leva a uma viagem ancestral com cada nota de seu violino e sua surpreendente voz. Depois, visitaremos a Las Cantaoras del Patía, belas mulheres, embaixadoras de nossa cultura e portadoras de tradição. Posteriormente é realizada a atividade "Bambuquiando con Martha Villafañe", que consiste em dançar com ela, uma morena bela, gestora cultural e dançarina de “Bambuco Patiano”.

Marta Villafañe e cantaoras del patia

O passeio termina com uma degustação da cozinha tradicional. Entre os pratos típicos estão o “guampin”, mais conhecido como prato da fome, o “lambeñame”, conhecido como prato da prosperidade patiana, o doce de tamarindo, preparado por Daner Zapata e o famoso “kumis patiano”.

Kumis Patiano, cozinha tradicional

De volta ao Bordo (Capital do município de Patía), é feita uma visita à oficina de artesanato “Palomocho”, onde moram os nossos artesãos Ayda Nubia Muñoz e seu marido Guillermo Gamboa. Eles fazem seus artesanatos em cabaça. Uma das obras criadas de maior sucesso é o Violino de cabaça, que tem som particular. É incrível tudo o que se pode fazer na cabaça! Essa experiência permitirá que o visitante seja um artesão por um dia e faça seus próprios artesanatos.

Violino de cabaça

E não pode faltar a visita a oficina de cerâmica de Gladis Mosquera, onde o visitante poderá criar as suas próprias panelas, jarras e vasilhas de barro. Esse conhecimento ancestral é mantido vivo graças a Gladis e sua família, que com suas mãos nos permite aprender essa valiosa técnica.

Gladis Mosquera, ceramista

Experiências de sucesso 

Já tivemos a oportunidade de receber diversos turistas que compartilharam e curtiram o turismo ecológico e cultural em nossa região. Prova disso foi a visita da família brasileira Franco Ferreira, que nos visitou em 2019. Foi uma bela experiência de troca de cultura e de conhecimento. 

Turistas brasileiros no Patia

Eles fizeram um lindo passeio por nossas trilhas ecológicas, conheceram nossa música e alguns artistas locais, desfrutaram da gastronomia tradicional, das águas mornas do Rio Patía e foram artesãos e ceramistas por um dia. 

Ceramista por un dia
Pedro e vasilha

O impacto que a associação tem gerado no desenvolvimento local é um avanço na nossa região, permitindo o fortalecimento da cultura e do turismo ecológico no nosso território, ajudando a melhorar a qualidade de vida dos habitantes e dando a conhecer a região nacional e internacionalmente.

Trilha ecológica, caminho ao balneário La Índia

Nossa associação é um exemplo a ser seguida por outras organizações, pois permite fortalecer o setor cultural e turístico, gerando empregos, criatividade, sustentabilidade, e ensinando artistas e gestores culturais a viver da arte e salvaguardar o patrimônio cultural de sua região.

Este é um convite para visitar Patía, a terra da cabaça, da alegria, da música, do sabor e da tradição. 

Autores

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Mirtha Angulo

emailmirtha.angulo@revistabioika.org

Bióloga pela Universidade do Cauca (Colômbia). Estudante de Doutorado em Ciencias Ambientais na Universidade Estadual de Maringá (Brasil). Acredito que a socialização dos estudos ecológicos, pode nos ajudar a criar consciência da importância dos nossos recursos naturais e dessa forma garantir seu cuidado e preservação.

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Amanda Cantarute

emailamandacantarute@revistabioika.org

Bióloga e mestranda em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais pela Universidade Estadual de Maringá. Acredito que por meio da socialização do conhecimento científico podemos formar cada vez mais pessoas empoderadas, justas e conscientes do seu verdadeiro e importante papel no mundo.

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Ana Marcela Hernández Calderón

emailana.hernandez@revistabioika.org

Comunicadora social e jornalista da Universidad de la Sabana com 19 anos de experiência na área editorial. Estou convencida de que compreender a nossa mãe Terra e descobrir todas as suas mecânicas de vida, pode nos dar pistas e motivação para cuidar dela. É por isso que é indispensável que todos nós possamos acessar essa informação.

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Ángela Gutiérrez C

emailangela.gutierrez@revistabioika.org

De acordo com minha formação na educação pública, acredito na necessidade de fazer acessível para todos, os resultados das pesquisas científicas. O que é feito? Para que serve? Como posso contribuir? Acredito que o trabalho multidisciplinar é a chave para propor soluções que possam gerar uma sociedade justa, sustentável e igualitária.

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Carolina Gutiérrez Cortés

emailcarolinagc@revistabioika.org

Sou microbióloga e trabalho com a geração de novas alternativas para o processamento saudável de alimentos mediante o uso de aditivos naturais. Espero poder compartilhar este conhecimento e aproveitar as experiências de outras pessoas. Por isso, acredito no desafio de comunicar com uma linguagem simples tudo o que é produzido na academia.

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David González

emaildavid.gonzalez@revistabioika.org

Publicitário, fã da linguagem escrita e audiovisual. Acredito que a ciência, a tecnologia, a arte e a comunicação têm o poder de criar bem estar, toda vez que estejam ao serviço da cultura, do cuidado do entorno e das causas mais generosas.

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Isabela Machado

emailisabela.machado@revistabioika.org

Formada em Biologia e Comunicação Social, especilista em Comunicação empresarial. Sou mestranda em Tecnologias Limpas e Sustentabilidade, com experiência científica e profissional em Ecologia Aquática, Educação Ambiental, Sustentabilidade, Jornalismo Ambiental e Assessoria de imprensa.


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