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Yasmin Rodrigues De Souza

emailyasmin.noris@gmail.com

Bióloga (UniCesumar) e Mestranda em Ecologia e Limnologia (PEA-UEM) com o foco na ecologia da comunidade fitoplanctônica e em fitotelmata como modelos naturais de estudos e uma entusiasta da divulgação científica e da extensão da academia para a comunidade.

Divulgação da ciência desde a sala de aula

Para a sociedade se identificar com a ciência, os pesquisadores precisam comunicar seus conhecimentos em linguagens que mais pessoas consigam compreender; como esses estudantes de pós-graduação em ecologia, que mostram como conceitos teóricos complexos podem ser transmitidos de maneira simples e criativa.



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Pesquisadores trabalhando e pensando em como divulgar

A sociedade atual é marcada pelo rápido desenvolvimento da tecnologia e pesquisa científica que, além de novas informações, trazem inúmeros benefícios. Apesar disso, a divulgação do conhecimento produzido pelos pesquisadores ainda é um grande desafio.   

No atual cenário mundial, a compreensão da ciência em todas as esferas sociais é fundamental para o desenvolvimento e sustentabilidade do planeta, pois o entendimento que o indivíduo tem do mundo influencia diretamente nas suas escolhas e decisões. Assim, a divulgação científica é uma ferramenta indispensável para a conexão entre os pesquisadores e a sociedade. 

Essa divulgação consiste na troca de conhecimentos entre o meio acadêmico e as outras esferas sociais por meio de diversos recursos (como ilustrações, palestras, livros e programas de rádio e televisão).

O surgimento de novas tecnologias, como a internet, e a crescente utilização de meios de comunicação de fácil acesso, como as redes sociais, e que atingem pessoas de diferentes idades, culturas e níveis de formação, tornam mais eficiente a divulgação da ciência. Atualmente, existem diversos blogs, sites, vídeos e canais, por exemplo, que transmitem de forma simplificada o conhecimento produzido na academia. Desta forma, quando utilizada de forma atrativa, as mídias sociais podem despertar o interesse de diversos públicos para as pesquisas científicas desenvolvidas na universidade. 

É dever do cientista transmitir para a população os conhecimentos obtidos

Se o objetivo principal das pesquisas é obter inovações que trarão benefícios à sociedade, é dever do cientista transmitir para a população os conhecimentos obtidos. Porém, parece existir uma grande barreira entre a sociedade “científica” e “não-científica”. Essa barreira está associada com a linguagem especializada dos cientistas, que não é facilmente entendida pelo público em geral. Tal “barreira linguística” faz com que o trabalho científico seja desvalorizado e acabe desconhecido por parte da sociedade. O rompimento desta barreira precisa ocorrer, e deve partir de nós, acadêmicos. Para isso, precisamos criar formas de divulgar a ciência no meio social e tentar explicar à população os benefícios que a ciência pode proporcionar na vida de cada pessoa.

https://soundcloud.com/user-280084755/yasmin-e-o-mundo-do-fito com legendas en español e português por Matheus Nunes, Revista Bioika

Com o intuito de transmitir a ciência para a população, os alunos de mestrado do programa de pós-graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais (PEA – UEM) realizaram um trabalho para divulgar seus projetos de pesquisa, através de uma linguagem simplificada e utilizando variadas metodologias, desde quadrinhos a videoaulas. A atividade foi realizada dentro da disciplina de Biologia Aquática I, com o objetivo de popularizar o conhecimento e mostrar à população que as pesquisas realizadas dentro da universidade têm muito a ver com ela. 

Os alunos criaram produtos de divulgação cientifica considerando diferentes formas de transmissão da informação para abranger um amplo público, de crianças à idosos. “É engraçado que, durante toda nossa formação, aprendemos termos técnicos; e transformar isso numa linguagem mais simples pode ser um desafio, mas já que gostamos de ser desafiados, fazemos malabarismo, mostrando nossa versatilidade de vocabulário e adaptação”, disse Melissa da Silva, estudante da turma.

 publicado originalmente em https://youtu.be/U20VVVJQwIU. Legendas em português e espanhol por Matheus Nunes, Revista Bioika

Um grupo de estudantes gravou suas conversas sobre o projeto de cada um em formato de programa de rádio ou de podcast. Suas conversas apresentaram um estilo descontraído e relaxado, com o qual estudantes universitários se sentirão identificados, alternando piadas (muitas delas bem nerds) e a descrição de conceitos ecológicos de uma forma simples. A temática de cada conversa produzida variou de acordo com os temas das pesquisas de cada aluno, as quais abordam diferentes grupos de organismos do ambiente aquático, como algas, protozoáriosa,  invertebrados, peixes e até mesmo plantas aquáticas. Os audios podem ser escutados no link https://soundcloud.com/user-280084755

https://soundcloud.com/user-280084755/edilaine-e-a-luta-pela-existencia-do-protozooplancton com legendas en español e português por Matheus Nunes, Revista Bioika

Outros estudantes escreveram textos e desenharam produtos gráficos. Melissa, por exemplo, por meio de uma história orientada ao público infantil, mostrou seu projeto relacionado com o efeito das mudanças climáticas nos ambientes aquáticos. Essa história incluía um supervilão e uma bióloga como super-heroína (retratando também o empoderamento feminino). Renan dos Reis, por meio de uma história em quadrinhos e com uma linguagem acessível a adolescentes e adultos, abordou o problema da poluição e os impactos causados pela construção de barragens sobre as comunidades aquáticas. As imágens pode ser vistas em https://br.pinterest.com/PEA_UEM/

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Por outro lado, alguns alunos produziram videoaulas, um recurso muito explorado pelos adolescentes e uma ótima ferramenta para auxiliar nos estudos para o vestibular. A videoaula do Matheus Aleixo abordou, de uma forma descontraída e didática, a importância das plantas aquáticas para diversas espécies de peixes. Bárbara Arjona, por meio de um vídeo com diversos desenhos, explicou termos genéticos e ecológicos. Além disso, falou sobre metodologia e técnicas moleculares utilizadas nos laboratórios, como a extração do DNAb, sequenciamento do DNA, e até mesmo como é feita a interpretação dos resultados. Gabriela Zanon realizou um vídeo orientado adolescentes e adultos sobre espécies invasoras no ambiente aquático, trazendo algumas definições, fornecendo exemplos e destacando a importância do estudo das invasões biológicas para a conservação do ecossistema e da biodiversidade. Os vídeos podem ser visualizados em https://www.youtube.com/channel/UCOyiAIX3WjS_jO_NWj85QxQ 

 publicado originalmente em https://www.youtube.com/watch?v=UvLgoqVXzJU. Legendas em português e espanhol por Matheus Nunes, Revista Bioika

Alessandra da Silva, por sua vez, criou um material didático em formato de maquete, utilizando materiais acessíveis, como placas de isopor e tinta, com a finalidade de explicar seu trabalho, que envolve a distribuição das espécies de peixes nos ambientes aquáticos.

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O exercício de divulgação nos permitiu colocar nossa formação e pesquisa em perspectiva, compreendendo o papel social dos pesquisadores e da ciência em geral. Por exemplo, além de falar sobre conceitos ecológicos, o exercício de divulgação também abordou temas transversais, como a educação ambiental e nossa responsabilidade social frente ao cenário de mudanças climáticas.   

https://soundcloud.com/user-280084755/joao-e-a-lenda-no-nicho-vago edição com legendas em espanhol e português por Matheus Nunes, Revista Bioika

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Alfonso Pineda

emailalfonso.pineda@revistabioika.org

Sou biólogo colombiano, finalizando doutorado no Brasil. Acredito que qualquer uma das áreas do conhecimento pode contribuir para a melhoria da vida dos demais, e que a educação é uma ferramenta poderosa. Além disso, acredito que o acesso a informação permite às pessoas maior protagonismo social.

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Alexandrina Pujals

emailale.pujals@revistabioika.org

Bióloga, especialista em Planejamento Ambiental, Gestão dos Recursos Naturais e Mestre em Ciências Ambientais. Acredito que o conhecimento científico tem valor maior quando compartilhado e popularizado. A divulgação torna esse conhecimento acessível ao público, alinhando argumentos e ideias que busquem a conservação do meio ambiente.

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Ana Marcela Hernández Calderón

emailana.hernandez@revistabioika.org

Comunicadora social e jornalista da Universidad de la Sabana com 19 anos de experiência na área editorial. Estou convencida de que compreender a nossa mãe Terra e descobrir todas as suas mecânicas de vida, pode nos dar pistas e motivação para cuidar dela. É por isso que é indispensável que todos nós possamos acessar essa informação.

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Ángela Gutiérrez C

emailangela.gutierrez@revistabioika.org

De acordo com minha formação na educação pública, acredito na necessidade de fazer acessível para todos, os resultados das pesquisas científicas. O que é feito? Para que serve? Como posso contribuir? Acredito que o trabalho multidisciplinar é a chave para propor soluções que possam gerar uma sociedade justa, sustentável e igualitária.

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David González

emaildavid.gonzalez@revistabioika.org

Publicitário, fã da linguagem escrita e audiovisual. Acredito que a ciência, a tecnologia, a arte e a comunicação têm o poder de criar bem estar, toda vez que estejam ao serviço da cultura, do cuidado do entorno e das causas mais generosas.

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Lucas Waricoda

emaillucas_nobuo@revistabioika.org

Músico e jornalista, já fiz um pouco de tudo nessa vida – o suficiente pra saber com quem e pelo que me entregar. Passei por jornais impressos, digitais, revistas, rádios, agências de publicidade e continuo tentando aprender a aliar tudo isso com a rotina maluca de uma banda autoral independente.

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Matheus Nunes

emailmatheus.nunes@revistabioika.org

Eu sou licenciado em Ciências Biológicas e doutorando no programa de pós graduação em Ecologia e Evolução da UFG. Eu acredito que a única proteção contra o senso comum e as "fake news" é o conhecimento científico.

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Oscar Pelaez

emailopelaez@revistabioika.org

Biólogo, Mestre em Ciências ambientais e Doutor em Ciências. Atua na área de pesquisas em ecologia, com ênfase em ecologia de peixes, diversidade funcional e filogenética.


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