A estrutura do Ictioplâncton durante diferentes fases de enchimento no Reservatório Yacyretá (Argentina)

Este interessante trabalho do rio Paraná na Argentina, descreve como a intervenção do fluxo natural dos rios, pode afetar os peixes que habitam lá.

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    Biología Pesquera Regional

    emailalyalvz@yahoo.com.ar

    Biologia Pesqueira Regional, projeto de pesquisa da Faculdade de Ciências Exatas, Químicas e Naturais da UNaM, Argentina, estuda os peixes do alto rio Paraná e tributários, para conhecer a composição das espécies e a dinâmica da comunidade, assim como o impacto ambiental produzido pelo represamento de grandes rios.

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    Alicia Alvarez

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    Pesquisadora do Instituto de Biologia Subtropical, centro de pesquisa científica dependente da Universidade Nacional de Misiones (UNaM) e do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), Argentina.

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    Gladys Garrido

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    Bacharel em genética, Mestre em Ecologia Aquática Continental, professora e pesquisadora na Universidad Nacional de Misiones, Argentina. Trabalhei na amostragem de comunidades aquáticas em ambientes lóticos e represas. Minha especialidade é a ecologia do zooplâncton. Atualmente dirijo o Projeto de Educação Ambiental da FCEQyN UNaM.

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    Carlos Balatti

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    Pesquisador do Projeto Regional de Biologia Pesqueira, Instituto de Biologia Subtropical, Nodo Posadas, UNaM-CONICET.



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 / Imagem: Giphy.com

A Central Hidroelétrica Yacyretá (Figura 1) é um empreendimento binacional sobre o rio Paraná, entre Argentina e Paraguai, cuja represa está localizada no eixo das cidades de Ituzaingó (Argentina) e Ayolas (Paraguai). Desde que a represa foi fechada, em 1993, o trecho acima da barragem sofreu modificações em suas condições naturais durante as sucessivas etapas de enchimento do reservatório até a cota definitiva. Com estas modificações, muitos organismos aquáticos que habitam ali, experimentaram mudanças em sua composição e abundância, especialmente os peixes. Um dos impactos ocorre no habitat onde se reproduzem, o qual foi estudado através do monitoramento dos ovos e larvas desses organismos, conhecidos como ictioplâncton. Este estudo comparou as variações do ictioplâncton na parte superior da barragem durante as últimas etapas de preenchimento do reservatório.

O aumento do nível de inundação modificou as características da água dos canais secundários. Como resultado, no córrego Yabebiry foram gerados novos locais para o desenvolvimento dos estágios iniciais dos peixes, foram identificados 35 espécies, entre larvas e juvenis, enquanto que nas estações do reservatório foram identificados 17 espécies de larvas em diferentes estados de desenvolvimento. Com respeito ao uso do hábitat para desova, os canais secundários são locais muito importantes em que foram registradas as maiores densidades de ovos, comparado ao reservatório.

Nas últimas etapas de enchimento do reservatório foi registrada diminuição do número de larvas nos primeiros estádios de desenvolvimento tanto no córrego como no reservatório, predominando os estádios mais avançados, o que significaria que a postura dos ovos está sendo realizada em outro lugar, que não esteja afetado pelo reservatório, como lugares próximos à nascente de córregos ou partes do rio mais afastadas.

Geralmente, as áreas de reprodução dos peixes se encontram acima das zonas de cria e alimentação, a partir da qual, as modificações naturais e as produzidas pelo ser humano no canal que afetem o processo reprodutivo dos peixes, podem ser observadas nas variações de abundância nos ovos e larvas, como no caso deste estudo.

A presença frequente e abundante de larvas de “corvinas de rio”, “sardinha de rio” ou “virolitos”, evidenciam a adaptação exitosa aos novos ambientes modificados. Adicionalmente, os resultados deste trabalho proporcionam informação sobre o manejo das áreas úmidas que foram criadas com a construção de uma hidroelétrica e como se comportam através do tempo e do espaço.


Artigo original disponível em: http://www.fceqyn.unam.edu.ar/recyt/index.php/recyt/article/view/262

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Ángela Gutiérrez C

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De acordo com minha formação na educação pública, acredito na necessidade de fazer acessível para todos, os resultados das pesquisas científicas. O que é feito? Para que serve? Como posso contribuir? Acredito que o trabalho multidisciplinar é a chave para propor soluções que possam gerar uma sociedade justa, sustentável e igualitária.

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Anielly Oliveira

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Bióloga por paixão, acredito que o conhecimento científico gerado na academia deve buscar meios de encontrar a sociedade. Quanto mais isso for feito, menos políticas errôneas serão adotadas pelos tomadores de decisões.

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Rosa Maria Dias

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Bióloga com Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Maringá (PEA/UEM). Considero que só através da socialização do conhecimento poderemos alcançar uma sociedade mais justa. Tenho grandes e diversos sonhos! Um deles é acreditar que a educação amplia as almas e recria os horizontes; é a alavanca das mudanças sociais!

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David González

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Publicitário, fã da linguagem escrita e audiovisual. Acredito que a ciência, a tecnologia, a arte e a comunicação têm o poder de criar bem estar, toda vez que estejam ao serviço da cultura, do cuidado do entorno e das causas mais generosas.

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Alexandrina Pujals

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Bióloga, especialista em Planejamento Ambiental, Gestão dos Recursos Naturais e Mestre em Ciências Ambientais. Acredito que o conhecimento científico tem valor maior quando compartilhado e popularizado. A divulgação torna esse conhecimento acessível ao público, alinhando argumentos e ideias que busquem a conservação do meio ambiente.

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Edna Liliana Amórtegui Rodríguez

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Bióloga da Universidade Nacional da Colômbia. Estou convencida de que o conhecimento deve estar aberto e disponível não só para o público especializado, mas para toda a sociedade. Considerando o impacto que tem a investigação científica em nossas vidas, estou interessada em contribuir na divulgação, especialmente em questões de ecologia.

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Sonia Yanira Rodríguez Clavijo

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Com formação em Microbiologia, tenho trabalhado em biologia molecular e bioinformática. Ultimamente o ensino de zoonoses e epidemiologia, voltado para profissionais do meio ambiente, me permite fazer parte de uma mudança necessária em nossa sociedade e sua relação com o meio ambiente.


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